Há vários motivos para assistir um filme: pelo espetáculo, pelo riso, pela arte. E então há pessoas. Não pessoas que vão assistir aos filmes, mas as do próprio filme! Os personagens conjurados pelo ator que interpreta palavras do escritor, guiadas pelo diretor, através da celulóide do fotográfo, projetado na tela por um feixe de luz. Assim muitos nos convencem à acreditar de fato nessas pessoas tanto quanto nós acreditamos em...bem, essa é a magia! Isso é SPOILER! Isso é cinema!

26.12.05

SPOILER ESPECIAL: Homenagem à Lucia Malla (Amigo Secreto - Cinemeira 2005)

Novo filme de Fernando Meirelles retoma a invenção do cinema


"Minha viagem é na estrada...visitando, conhecendo, aprendendo...a viagem pode ser até em frente a um computador que já está valendo..."
Lucia Malla - "Uma Malla pelo Mundo"


"Fomos a cada um desses países para ver lugares e reescrever, verificando se a história fazia sentido. "Intolerância" é sobre a vida vista por perspectivas diferentes. É sobre a felicidade: O que a gente precisa para ser feliz? É mais filosófico...Nós, ocidentais, partimos da premissa de que o caminho é esse, que todos os países precisam conseguir o que nós conseguimos."
Fernando Meirelles

Com o respaldo do sucesso nacional (3,2 milhões de espectadores) e internacional de "Cidade de Deus" (no total, o filme recebeu quatro indicações ao Oscar: Roteiro Adaptado, fotografia, direção e montagem), nenhuma idéia da dupla Mantovani/Meirelles parece irrealizável, ainda que soe um exagero de pretensão até para os seus autores.

"Intolerância 2", o novo longa-metragem que a dupla prepara, desta vez a partir de uma idéia original, toma de empréstimo um título do norte-americano David Wark Griffith (1875-1948), o homem que "inventou" o cinema.

O filme de Mantovani/Meirelles trataria de reinventar a sétima arte contando uma só história, passada em seis países, falada em seis idiomas (português, inglês, chinês, tagalog, suahíli e árabe) e protagonizada por personagens em cujas rotinas estarão representadas "todas as contradições da globalização econômica, seus aspectos bons e os ruins", segundo o roteirista.

Mantovani, 40, diz que a idéia de nomear o filme como uma seqüência do "Intolerância" de Griffith surgiu como uma auto-ironia à ambição da dupla. "É uma brincadeira que fizemos, mas o Fernando [Meirelles] acabou divulgando. O nome não vai ser esse. Vamos mudar", afirma. O título definitivo do filme ainda não foi encontrado. "É difícil. Precisa ser algo que funcione no Brasil e nos outros países. Pensei, por exemplo, em "A História de Todo Mundo", mas não fica bom em inglês."

O roteiro de "Intolerância 2" está pronto desde 2004. Contém 172 páginas que provavelmente será reduzida num segundo tratamento. "Calcula-se que cada página de um roteiro corresponda a um minuto filmado", diz Mantovani, para concluir que o filme está mais longo do que o desejável com a duração de 2h52.

Embora "não seja sobre indivíduos, mas sim um filme social e político", tendo os efeitos da globalização por tema, "Intolerância 2" não é um filme-tese", diz Mantovani. Por isso ele se vigiou ao escrever, tentando evitar criar "personagens-funções", daqueles que, vistos na tela do cinema, não convencem como donos de uma vida própria.

"Todos serão mostrados com suas contradições. O terrorista, por exemplo, não é tratado nem como herói nem como vilão. Ele é as duas coisas", explica.

Além de um terrorista que vive de acordo com os preceitos do fundamentalismo islâmico, "Intolerância 2" acompanhará a vida de um jovem brasileiro de origem pobre alçado ao padrão da classe média alta; de uma chinesa que ganha a vida num subemprego, enquanto sonha em ser estrela; de um casal de corredores quenianos; de uma norte-americana que trabalha como lançadora de tendências e de uma jovem árabe ocidentalizada.

As histórias dos personagens principais se entrelaçam sob a influência de uma grande corporação. Mantovani ainda não deu à companhia um nome próprio. Ela é designada no roteiro como "a marca".

"A marca" patrocina a pista de atletismo em que os quenianos correm, promove um concurso de vídeo no qual o brasileiro se inscreve, compra os produtos manufaturados pela empresa em que a chinesa trabalha. A história de "Intolerância 2" termina com todos os protagonistas reunidos nos Emirados Árabes. Mantovani demorou um ano para escrevê-la.

"Tivemos algumas ofertas para financiar o desenvolvimento, mas resolvi fazer sozinho. Não tenho compromisso com ninguém, não mostrei o roteiro a ninguém. Não tenho prazo a cumprir, só quando eu tiver 100 por cento de certeza de que o roteiro está ótimo. Senão você cria uma expectativa, fica preso e aí é obrigado a entregar dentro de um prazo", afirma Meirelles. "Intolerância 2" começa as filmagens em 2006. O controle da produção deve ficar com a empresa do cineasta, a O2 Filmes, sediada em São Paulo.

"Intolerância": O nascimento da nação do cinema


Planejado como um grande libelo contra o ódio em vários momentos da história da humanidade, "Intolerância" é considerado um dos mais importantes filmes da história do cinema mundial. Junto com "O Nascimento de uma Nação", o filme anterior do diretor D. W. Griffith, é apontado como marco da linguagem cinematográfica moderna. Além da importância técnica, na montagem ou nos planos de câmeras, Griffith mostrou que o cinema poderia se tornar uma grande indústria de entretenimento, que serviria para levar ao público não só diversão, mas as bases de um discurso de ideologia nacional.

"Intolerância" foi produzido em 1916, ainda nos tempos do cinema mudo, e intercala quatro histórias. As duas mais importantes são sobre a relação de amor entre dois jovens na Califórnia da época, em meio a greves, desemprego e injustiças sociais, e sobre a queda da Babilônia, em 539 a.C., tomada pelos persas. O massacre de protestantes huguenotes e calvinistas em Paris, no ano de 1572, conhecido como a Noite de São Bartolomeu, é o tema da terceira história e a vida e morte de Cristo é a quarta, e a que tem menos destaque.

O episódio sobre a queda da Babilônia é responsável pelos momentos mais impressionantes da obra de Griffith. Para retratar o fim de uma sociedade que cultuava a deusa do amor, atacada por guerreiros que espalhavam o ódio e que só puderam vencer graças à traição de um líder religioso enciumado, Griffith construiu um templo de grandiosidade que iria mudar a história do cinema. As cenas de batalha, com milhares de figurantes, impressionam, mesmo se comparadas com superproduções atuais. O tamanho dos cenários que reconstituem a cidade só foi superado recentemente, em filmes como "Titanic" e "Waterworld".

Apesar do relativo fracasso de "Intolerância", exibido nos Estados Unidos às vésperas da Primeira Guerra Mundial, a suntuosidade levada às telas por Griffith apontava para um rumo do cinema norte-americano a partir de então. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumiére, o cinema era uma manifestação cultural crescente, mas ainda considerada pouco importante. A produção cinematográfica era basicamente restrita a filmes curtos e baratos e tinham a mesma relevância artística que os teatros de revista, as apresentações de circo e os espetáculos de bordéis. Os filmes atingiam quase que exclusivamente as camadas mais populares da população e eram sinônimo de diversão fácil e entretenimento descompromissado. Griffith foi decisivo para mostrar que o cinema poderia ser mais.

"O Nascimento de uma Nação", de 1915, foi um estrondoso sucesso de público. As principais características de "Intolerância" já estavam presentes, mas ainda sem a grandiosidade da reprodução da Babilônia. Os dois filmes não queriam apenas entreter a platéia, mas narrar uma história que provocasse questionamentos no público e difundir um ponto de vista. Mas se "Intolerância" ficou na história pelas boas intenções, "O Nascimento de uma Nação" tornou-se um filme maldito. Ao contar a história da formação dos Estados Unidos, o filme apresenta uma visão racista. Seu herói é o criador da Ku Klux Klan, seus vilões são os negros que conquistaram direitos civis após a Guerra de Secessão.

Anterior a "Intolerância", "O Nascimento de uma Nação" pode ser apontado como o momento da afirmação do cinema como a grande manifestação cultural do século XX. Mas a intolerância racista de seu discurso o condenou ao segundo plano histórico. Mesmo sem o mesmo sucesso, "Intolerância" é lembrado como o momento de virada do cinema. É interessante citar "Bom Dia, Babilônia", filme de 1988, dos irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani. Ao retratar a vida de dois restauradores artísticos que saem da Itália em busca de uma nova vida nos Estados Unidos, o filme faz a metáfora de uma transformação cultural, que foi acompanhada por uma inversão econômica e social. Os artesãos italianos, que antes trabalhavam na preservação de obras de arte, são contratados para construir parte do cenário da Babilônia de "Intolerância". A arte dos séculos anteriores, dominada pelos europeus, dá lugar no século XX à arte cinematográfica, controlada pelos Estados Unidos.

O domínio da arte cinematográfica pelos norte-americanos, que se expandiu nos anos e décadas seguintes, foi acompanhado de mensagens ideológicas. O cinema foi fundamental para a construção da identidade nacional dos norte-americanos. A imagem simbólica do país consolidou-se principalmente através dos filmes. Com a expansão da indústria cinematográfica dos Estados Unidos e sua disseminação pelas telas do mundo, o cinema transforma-se em um importante instrumento de propaganda ideológica e cultural, e vai se tornar importante para o fortalecimento da hegemonia econômica do país. Em "Intolerância", a mensagem que o cinema norte-americano iria difundir pelo mundo já estava presente.

O episódio que ocupa mais tempo no filme mostra fatos da época ocorridos na Califórnia. Baseada em uma história real, a história acompanha a saga de alguns personagens em busca da própria sobrevivência. As personagens principais são a filha de um velho operário e um jovem trabalhador de uma indústria. Após demissões, começa uma greve, combatida com tiros pela polícia. O jovem perde o pai e o velho, o emprego. Obrigados a se mudar para a cidade grande, penam para conseguir emprego. O jovem começa a praticar crimes e só os abandona quando se apaixona pela heroína, agora órfã. Mas o amor dos dois tem dificuldades para prevalecer. Ele é preso injustamente duas vezes e deixa a amada sozinha com o filho recém-nascido, que logo é retirado de suas mãos por uma liga de senhoras moralistas. Acusado de assassinato, ele é condenado à morte. Às vésperas da execução, descobre-se sua inocência e, faltando alguns instantes para o enforcamento, a jovem amada chega com o perdão assinado pelo governador do Estado.

A Babilônia, terra do amor, foi destruída pelo ódio dos inimigos persas. O ódio dos católicos franceses, preocupados em manter o poder, destruiu o amor de um casal de protestantes, vítima da Noite de São Bartolomeu. A mensagem de amor de Cristo foi posta na cruz pelo ódio dos fariseus. Já nos Estados Unidos, apesar dos patrões que só se preocupavam com os lucros, da exploração do trabalho, do diálogo a balas com os trabalhadores, da hipocrisia das senhoras da alta sociedade, da dificuldade de se alimentar uma criança, da inveja de uma mulher que não conseguiu ser amada, do desrespeito aos direitos maternos, apesar de todas as injustiças, o amor vence no final graças às instituições democráticas. Fortalecia-se o mito da terra da justiça, da democracia e da liberdade. Surgia para o mundo, através das telas do cinema, uma nova nação, um novo império em potencial. Uma potência que, ao contrário dos vencedores da história mundial, poderia fazer o amor prevalecer sobre o ódio.

A mensagem pacifista de "Intolerância", vista com os olhos de hoje, é uma justificativa para a guerra. Na última cena do filme, vemos soldados em um campo de batalha. A legenda afirma que no dia em que as armas não se voltarem mais contra o amor, mas começarem a combater a intolerância, o mundo será bem melhor. Um discurso que vem se repetindo nos últimos 90 anos para justificar o envio de soldados norte-americanos por todos os continentes do mundo em defesa dos ideais de justiça, liberdade e respeito à humanidade.

Griffith tinha noção clara da importância que o cinema poderia ter nas décadas seguintes, como entretenimento e instrumento de propaganda ideológica. Em "Intolerância", mescla um eficiente panorama das barbaridades cometidas pela humanidade ao longo da história com um retrato preciso das injustiças sociais dos Estados Unidos da época. Mas certamente não imaginava que seu filme, recheado de boas intenções, iria se tornar tão importante para compreender alguns dos momentos mais intolerantes do século XX e que continuaria atual no século XXI, quando os mesmos argumentos presentes na cena final são utilizados na tentativa de justificar uma guerra no Oriente Médio.

Colaboração: Silvana Arantes (Folha de S.Paulo) & Flavio Amaral (ReporteSocial.com.br)


23.12.05

A próxima parada de Robert Zemeckis


O diretor põe Tom Hanks como condutor e passageiro no pioneiro "O Expresso Polar"

No seu primeiro filme "Febre de Juventude", o diretor Robert Zemeckis fez atores contracenarem com os Beatles, em 1978, oito anos depois da separação traumática de John, Paul, George e Ringo. Usando apenas imagens de arquivo, incluindo a célebre aparição dos "Fab Four" no programa de TV "Ed Sullivan Show", e muita criatividade na sala de montagem, o cineasta mostrou a tônica que pautaria sua carreira dali para frente - a capacidade de criar ilusão por meio da aproximações de mundos aparentemente incompatíveis. Foi assim que um garoto típico da década de 80, interpretado por Michael J. Fox, foi parar nos dourados anos 50, em meados do século 21 e no Velho Oeste na trilogia "De Volta para o Futuro"; desenhos animados dividiram a tela com personagens de carne-e-osso em "Uma Cilada para Rogger Rabbit"; e Tom Hanks topou com figuras importantes da história recente dos EUA como John Kennedy e Elvis Presley, em "Forrest Gump".

Agora o diretor tenta uma nova mágica em "O Expresso Polar", levando Hanks novamente como principal companheiro de viagem, com quem já tinha rodado também o badalado "Naufrágo", Zemeckis tem o objetivo de transportar as pinturas a óleo do livro homônimo de Chris Van Allsburg para o cinema. Porém, passa longe do convencional. Para a empreitada, implementou um processo de filmagem chamado "performance capture". A tecnologia basicamente faz com que todo o filme se sustente na atuação de pessoas, apesar de os personagens se assemelharem a seres computadorizados nos quadros finais. A diferença da badalada técnica "motion capture", empregada em "Matrix Reloaded" na cena de luta entre Keanu Reeves e milhares de agentes Smith, por exemplo, é que são colocados sensores no rosto dos atores (mais de 150 deles), com o objetivo de registrar nos mínimos detalhes as emoções de uma performance humana, transportando expressões, não só acrobacias corporais.

Com isso, Tom Hanks conseguiu se desdobrar em cinco tipos diferentes, incluindo o garotinho que narra a história. Isso também obriga a produção a ter cenários e a construir alguns objetos de cena, que são trabalhados no software posteriormente. Mas, em geral, as sequencias são rodadas em um set praticamente vazio. O resultado é parecido com "Dogville", na qual as casas e prédios se limitavam a marcações no chão, em uma clara referência à linguagem do teatro. Só que, em Hollywood, os efeitos visuais, o acabamento feito pela palheta de cores e texturas em computação gráfica transformam tudo em um show de fogos de artifício em vermelho, verde, azul e dourado.



Porém o que levou Robert Zemeckis a empregar um recurso tão sofisticado em um conto natalino, baseado em um best seller do mercado norte-americano, ainda pouco conhecido por aqui, com a pueril aventura de um menino convidado a entrar em um trem a caminho do Pólo Norte e que sonha conhecer pessoalmente Papai Noel? Na verdade, as coisas acontecem meio que ao contrário: a "performance capture" apareceu como solução para os problemas de adaptação. "Três, quatro anos atrás, Tom [Hanks] me trouxe o livro. Ele deixou um bilhete: Bob, o que você acha disso? Ao olhar para aquelas belas ilustrações, claro que pensei que eram simplesmente maravilhosas, mas não tinha a menor idéia de como fazer delas um filme. A questão era de que forma poderíamos realizá-lo e trazer toda a emoção da idéia original - essa era nossa missão. Nunca poderíamos realizá-lo e trazer toda a emoção da idéia original - essa era nossa missão. Nunca pensamos que partir para um desenho animado fosse apropriado. E fazê-lo de forma convencional também não seria fiel ao espiríto da obra. Ainda mais porque eu não sabia nem por onde começar. Como fazer uma locomotiva deslizar em cima de um lago congelado? Tivemos de tentar outra coisa", explica Zemeckis, avaliando que se "O Expresso Polar" fosse rodado de forma convencional teria custado cerca de um bilhão de dólares. Já o orçamento final do longa ficou em um décimo disso. Lembrando do precedente sucesso de "O Grinch", trata-se de um bom negócio.



Outro ponto que inevitavelmente surge quando se discute a "performance capture" é se ela vai abrir caminho para se realizar o sonho de todo diretor de cinema: será que foi inventado o recurso para que Sean Connery esteja à frente dos próximos filmes da série 007 ou pode-se trazer novamente à tela e tornar definitivamente imortais astros como Marlon Brando, Rita Hayworth, Laurence Olivier e Marilyn Monroe? O cineasta revela que a indústria não está longe disso, mas que ele não tinha inteção de realizar nada com a fidelidade de uma fotografia. "Quero dizer que já é possível fazer algo assim com imagens paradas. Então, estamos a um salto de movê-las, talvez em um ano ou dois vamos chegar lá. Dessa forma, um ator vai poder ser "cyber-escaneado" e sua performance mostrada no cinema como um retrato dele mesmo ou de qualquer outra pessoa que desejarmos", explica. "Mas é necessário deixar claro que não há razão para rodar um drama do porte de "Gosford Park" dessa forma."



Como era de se esperar, Zemeckis compara o trabalho do diretor com o de um ilusionista; para ele, o cinema consiste basicamente nisso e, por isso, sua trajetória está ligada intimamente aos efeitos especiais. "Mas sabe, até os planos fechados simples são uma espécie de ilusão", diz. "Só que eu realmente procuro contar uma história de um jeito que vocês nunca viram antes. Sempre tento encontrar as ferramentas que viabilizem o filme da forma mais espetacular possível." Para um cineasta que sempre olha para frente, SPOILER perguntou se ele já tinha pensado em usar a nova tecnologia para ir além da transcrição para o celulóide das obras de arte Van Allsburg, quem sabe até mesclando técnicas convencionais com a "performance-capture". Afinal, pelos resultados mostrados em "O Expresso Polar", o céu é o limite agora. "De início, não tenho nenhum plano para levar este recurso para outro lugar no futuro. Mas, se uma história levar a isso, claro que sim. Vou usá-lo. É mais uma ferramenta que tenho para construir um enredo que possa se apresentar de uma forma divertida e crível para as pessoas."

Seja como for - a bordo de um trem ou de um carrão da marca De Lorean - e independentemente do tempo que levar, os cinéfilos vão lhe esperar na próxima estação, senhor Zemeckis.

  • Confira o site e o trailer do filme aqui!


  • 13.12.05

    Confira os indicados ao Globo de Ouro 2006


    "O Segredo de Brokeback Mountain", o drama de dois caubóis gays interpretados por Heath Ledger e Jake Gyllenhaal e dirigido pelo taiuanês Ang Lee, teve sete indicações ao Globo de Ouro 2006, entre elas a de melhor filme, diretor, ator e atriz coadjuvante.

    Esse filme foi o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza deste ano e estréia no Brasil em 3 de fevereiro. Os indicados à 63ª edição do Globo de Ouro foram anunciados hoje em Los Angeles.

    O brasileiro Fernando Meirelles, de "O Jardineiro Fiel", foi indicado a melhor diretor. O filme teve outras duas indicações, melhor filme na categoria drama e melhor atriz coadjuvante (Rachel Weisz).

    "Boa Noite, e Boa Sorte", de George Clooney, "Os Produtores", com Matthew Broderick e Will Ferrell, e "Match Point", o novo filme de Woody Allen cuja estréia no Brasil é prevista para abril de 2006, tiveram quatro indicações cada um.

    O Globo de Ouro, concedido pela Associação de Críticos de Cinema Estrangeiros de Hollywood, é considerado uma espécie de "prévia" do Oscar e será entregue em 16 de janeiro.

    Veja abaixo a lista completa dos indicados ao Globo de Ouro 2006 e clique nos nomes dos filmes para saber mais:

    Melhor Filme - Drama
    "Brokeback Mountain"
    "O Jardineiro Fiel"
    "Good Night, and Good Luck"
    "Marcas da Violência"
    "Match Point"

    Melhor Filme - Musical ou Comédia
    "Sra. Henderson Apresenta"
    "Orgulho e Preconceito"
    "Os Produtores"
    "A Lula e a Baleia"
    "Walk the Line"

    Melhor Ator Dramático
    Heath Ledger ("Brokeback Mountain")
    Russell Crowe ("Cinderella Man")
    Philip Seymour Hoffman ("Capote")
    David Strathairn ("Good Night, and Good Luck")
    Terrence Howard ("Hustle & Flow").

    Melhor Ator de Comédia ou Musical
    Pierce Brosnan ("The Matador")
    Jeff Daniels ("A Lula e a Baleia")
    Johnny Depp ("A Fantástica Fábrica de Chocolate")
    Nathan Lane ("Os Produtores")
    Cillian Murphy ("Café da Manhã em Plutão")
    Joaquin Phoenix ("Walk the Line")

    Melhor Atriz Dramática
    Maria Bello ("Marcas da Violência")
    Felicity Huffman ("Transamerica")
    Gwyneth Paltrow ("Proof")
    Charlize Theron ("North Country")
    Ziyi Zhang ("Memoirs of a Geisha")

    Melhor Atriz de Musical ou Comédia
    Judi Dench ("Sra. Henderson Apresenta")
    Keira Knightley ("Orgulho e Preconceito")
    Laura Linney ("A Lula e a Baleia")
    Sarah Jessica Parker ("A Família Stone")
    Reese Witherspoon ("Johnny e June")

    Melhor Ator Coadjuvante
    George Clooney ("Syriana")
    Matt Dillon ("Crash")
    Will Ferrell ("Os Produtores")
    Paul Giamatti ("Cinderella Man")
    Bob Hoskins ("Sra. Henderson Apresenta")

    Melhor Atriz Coadjuvante
    Scarlett Johansson ("Match Point")
    Shirley MacLaine ("Em Seu Lugar")
    Frances McDormand ("North Country")
    Rachel Weisz ("O Jardineiro Fiel")
    Michelle Williams ("Brokeback Mountain")

    Melhor Diretor
    Woody Allen ("Match Point")
    George Clooney ("Good Night, and Good Luck")
    Peter Jackson ("King Kong")
    Ang Lee ("Brokeback Mountain")
    Fernando Meirelles ("O Jardineiro Fiel")
    Steven Spielberg ("Munich")

    Melhor Roteiro
    Woody Allen ("Match Point")
    George Clooney e Grant Heslov ("Good Night, and Good Luck")
    Paul Haggis e Bobby Moresco ("Crash")
    Tony Kushner e Eric Roth ("Munich")
    Larry McMurtry e Diana Ossana ("Brokeback Mountain")

    Melhor Trilha Musical
    Alexandre Desplat ("Syriana")
    James Newton Howard ("King Kong")
    Gustavo Santaolalla ("Brokeback Mountain")
    Harry Gregson ("As Crônicas de Nárnia")
    John Williams ("Memoirs of a Geisha")

    Melhor Canção
    "A Love That Will Never Grow Old" ("Brokeback Mountain")
    "There's Nothing Like a Show on Broadway" ("Os Produtores")
    "Travelin' Thru" ("Transamerica")
    "Wunderkind" ("As Crônicas de Nárnia")
    "Christmas in Love" ("Christmas in Love")

    Melhor Filme Estrangeiro
    "Kung-Fusão" (China)
    "The Promise" (China)
    "Merry Christmas (Joyeux Noel)" (França)
    "Paradise Now" (Palestina)
    "Tsotsi" (África do Sul)